Home Data de criação : 07/10/10 Última atualização : 11/10/17 16:48 / 17 Artigos publicados

BRILHO  (Poemas) escrito em segunda 15 outubro 2007 01:35

 

 

Andando pelas ruas

De dia

Vi a lua

Mostrando que brilha

Mesmo abaixo da estrela

Que mais luz irradia.

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DISTRAÍDA  (Poemas) escrito em segunda 15 outubro 2007 01:25

 

 

A menina que se vestia
Cuidadosamente distraída
De frente pro espelho
Não via
Que a lua,já alta,
Seu branco encardia

E vejam que tragédia:

Só a lua sabia
Que logo
A luz da menina
Também se desbotaria

E como profecia
O som da mão do amado
Batendo a porta
Mais cedo que o combinado
Soara evidenciando a tragédia
Esperando a pobrezinha
Que mesmo estranhando o ar negativo
Abre a porta sorrindo

Mas o amado já não sorria
Como se chamando a menina
E seu olhar já nem refletia
A amada como prisma

E como se não bastasse
Isenta a beleza
Que a menina sonhara todo o dia
Ter ao lado do amado
Ele já decidido,
Confessa o seu pecado

O seu pecado?
Transferir sentimento e desejo
Para outro corpo
E sentir prazer
Com outro gosto

A menina corre pro quarto
E chora por horas
Descuidada,desarrumada
Desastrosamente distraída
De frente pro espelho
No frio da madrugada

A menina é a primeira
A ver a aurora do dia

O amado nessas horas
Dormia

A lua...
A lua já se ia.

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HAICAI DA SOLIDÃO  (Poemas) escrito em segunda 15 outubro 2007 01:15

 

 

 A noite e o interlúnio...

E cá te espero

Temendo o abandono.

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O NOVO SENTIMENTO VELHO  (Poemas) escrito em segunda 15 outubro 2007 01:09

Transferí um novo sentimento meu
Para um pedaço de papel
que encontrei no chão
Da rua onde me apaixonei
Por quem não me deu a mão

Escrevi meu sentimento
Não com alegria,sorrisos
Nem com euforia e brilho

Escrevi meu sentimento
Como quem parou no tempo
E perdeu toda noção
De qualquer explicação

No pequeno pedaço de papel
Só coube lamúrias da angústia
Que ela deixou em meu coração

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O PARADEIRO DE UM AMOR  (Poemas) escrito em domingo 14 outubro 2007 19:54

 

 Onde fostes

 Flor do campo?

 Que não vi mais

 Solene

 Na luz do sol

 E deslizante

 No corpo do vento

 Não mais te vi

 E dia após dia

 Estive aqui

 No terreiro

 Eu procurava no horizonte

 A resposta para o sumiço

 Do amor

 Ou uma lógica para o amor

 Submisso

 Estive também na janela

 De onde te admirava sem notares

 Estive pegando a chuva com a mão

 E deixando que ,

 Por entre os dedos,

 Escapasse

 Banhando a terra

 Equilibrando a vida

 (não a minha)

 Onde está

 A flor do campo?

 Me responde sol!

 Me responde tempo!

 Me responde árvore,

 Terreiro,chuva,

 Vento!

 Para onde foi aquela flor:

 Meu alimeto.

 Aqui estou com o resto

 Do que restou

 E o que restou

 Foi a flor

 De papel

 Porque aqui

 Não há mais chuva fresca

 Nem vento que dança

 Nem sol que cura

 Nem árvore que ampara

 Nem terra firme  e corada

 Muito menos perfume

 Há apenas uma saudade

 Dos tempos em que chamava:

 _Flor!

 E ouvia em sussurros e gritos:

 -Amor!

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